LAÇO GENÉTICO
Mito
Lenda
•é também uma narrativa de cunho popular. Suas personagens, diferentes do mito, são seres humanos. Liga-se ao contexto histórico, ao espaço geográfico, ao povo para explicar fenômenos desconhecidos. Enquanto no mito há um símbolo, na lenda há um objeto concreto. Retomando a etimologia da palavra lenda, encontramos legenda – para Jolles outra forma simples da literatura. A natureza da legenda se confunde com a vida dos santos. Para a formação da lenda, geralmente, há um relato – um testemunho.
•O mito e a lenda se diferenciam pela dimensão humana ou não das personagens centrais e seus feitos.
Conto
•Conto para Propp, constitui uma estrutura comum com característica composicionais marcantes. Situação inicial – apresentação das personagens, tempo e espaço; o motivo – o que provoca o conflito, unidade mínima de sentido que se repete ; as motivações – situações breves derivadas de um motivo e que se modificam nas diferentes recontagens; o tempo e o final com resolução dos conflitos.
Fábula •Fábula vem de fabla = falar = é uma pequena narração com objetivo de instruir e divertir. (Góes, 191:144). As personagens são animais, são narrativas simbólicas.
A fábula, por exemplo, como as que apresentamos:
•constitui um texto narrativo com duas partes ou dois discursos bem distintos e evidentes: a estória da irrealidade (discurso figurativo) das personagens fictícias (geralmente animais) e a moral da estória (discurso temático da realidade).
•Para estabelecer o elo entre esses dois discursos colocam-se marcadores lingüísticos tais como: moral:...”a fabula mostra”.......”por isso eu digo”... Tais elementos assinalam a presença de outras vozes, outros pontos de vista que determinam o tratamento dado ao conteúdo, com a finalidade de confrontá-lo com o de outros textos, com outras maneiras de ver o mundo.
•Portanto, constituem formas de percepção de problemas que enfrentamos em situações diversas, contribuem para a compreensão de contradições tão comuns em relacionamentos e fornecem pistas para solução de crises.
•O homem, independente do tempo e lugar, carrega dentro de si indagações semelhantes. Muitas rondavam o homem primitivo que se via diante do universo e o interrogava. As respostas serão construídas como narrativas. Essas formas de narrativas foram denominadas mitos. Jolles comenta o mito como “ a grande resposta”. Para Marilena Chauí, o mito é uma forma de o homem narrar a si mesmo.
•O mito é rito. Literariamente, o mito abarca as cosmogonias da criação do universo, do mundo, dos homens. Mito do grego mythos – um relato, uma narrativa cujo tema trata das relações dos homens com deuses.
A literatura infantil germina com as formas arcaicas e populares que foram designadas mitos, lendas, contos, fábulas.




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